TERCEIRO OLHO

Devaneios em ação constante

8.1.10

Sonhos

Os sonhos são tão claros e tão sombrios, que não há o que se negar…

São eles, aqueles que nos atormentam durante a luz do dia, para mais tarde nos atormentarem durante nosso merecido descanso.

Sonhos….palavra tão parecida com "som", consequentemente parecendo com a palavra "sombra", lembrando o sombrio, o funesto, o mal…

É mal sonhar?

É o sonho mal?

Mal é o sonho?

Mal é, e fica?

Mal é, e fico com ele?

Maléfico?

Mal, mal, mal, sonhos são eles?

Sonhos?

Som?

Sombra?

Sombrio?

Sonhos sonoroamente sombrios?

Fica o som?

Fica o sombrio?

Fica o som sombrio?

Fica…

Fica….

Mas traz o som…

Traz a sombra…..

Traz a paz…

Traz o som da paz…

Traz….

Traz…..

Atras…..

SSSSSSSSSS

OOOOOOOO

MMMMMMMM

SoMhos….

Trazem sombra….trazem paz….

Trazem.

 

 

criado por Silvio Clayton    16:21:27 — Arquivado em: Sem categoria

30.11.09

A falta da dor

 

Talvez pudéssemos ver toda a fúria contida no coração, e não somente a ilusão de que ela existe.

Sentir a dor, reprimida há tempos, explodir em um único e intenso e doce frenesi de amor!

Fazer de todo o ser interior meu, algo paradoxalmente assentimental para que pudesse sentir a carne ser rasgada pela solidão e saudades, e fazer o amor crescer mais e mais…

Nada é tão bom o suficiente para satisfazer um espírido lânguidamente tenso em suas próprias ilusões? Nada é tão justo a ponto mostrar-lhe verdadeira face da dor?

Nada é dor!?

Nem as noites frias  de solidão são tão frias como antigamente; é como se a inércia sentimental tomasse conta de nossos pensamentos e focasse seu poder em um só sentimento. Ainda sim as ilusões doces e vagas nos vem à mente, trazendo sonhos há tempos esquecidos.

A dor da existência já não nos persegue mais!

Nos tornamos, então, almas sem corpos ou corpos sem alma, para não poder sentir nem mesmo a doce dor do amor?

Esquecemos de nos permitir! De sofrer, por medo e orgulho!

Nós insistimos em fazer querer somente o "bom" do outro, mas, não deveríamos sentir aquilo de ruim, também, no intuito de nos fortalecer contra os males do mundo, ou ao menos ter uma idéia do que é sofrer, do que é a dor, do que é sofrer por amor?

Talvez, como costumava pensar, isso seria uma evolução existencial tão necessária que fáriamos a cada uma outra que viesse, um outro viés de nossos sentimentos e pensamentos. Talvez nos víssemos por dentro de uma maneira um pouco mais interessante.

Apesar de sentir a necessidade de amar, de amor, de SER amado(a), nem se quer tocamos na idéia da possibilidade de sofrer por alguém, proibindo nosso coração, quiçá nosso "eu", de aprender o significado, mesmo sendo docemente funesto, de sofrer….

Mas é só uma questão tempo até que aprendamos a não ter medo de sofrer, de ser esquecido, de ser deixado, de ser traído, enfim, de sentir a dor da existência, do amor, da saudade…

Dessa forma, poderemos dizer ao mundo, em alto e bom tom, que somos realmente seres com coração, e não animais irracionais que precisam de amores de plástico ou mesmo de sentimentos enlatados.

Seremos nós mesmos, capazes de amar. 

 

 

=—

criado por Silvio Clayton    19:56:24 — Arquivado em: Imagens e pensamentos

24.11.09

“Amai o próximo como a ti mesmo.”

 

Isso, amai o próximo…

Dai somente esmolas àqueles que necessitam de refúgio nas noites frias, tanto de verão quanto de inverno.

Ajudai com reles pedaços de misericórdia comprada em supermercados, em promoções de fim de semana, já que não fazem falta esses itens, quando interpelados por aqueles que batem à nossa porta pedindo ajuda.

Dizei palavras de consolo, quando o que necessitam é nada mais do que alimento e um lugar para repousar seus corpos cançados da indiferença cínica que tanto insistimos em mostar.

Compartilhai as decisões "sinceras" de tomar partido pela dor que sentem aqueles que não tem sequer um cobertor para esconder suas lágrimas nas madrugadas de solidão.

Sentis pena daquele passa ao longe, procurando por um olhar amigo para afagar seus pensamentos andantes no meio da mutidão, pois é somente disso que precisam: pena.

Ora, nada mais justo do que pensar em ajudar o pequeno humano que passa rente à nossa porta, pedindo um pouco de vida para sua não-vida vivida nas ruas.

Amai aquele que, com sua habilidade malabarística, nos interte durante os segundos em que paramos nos cruzamentos presentes de nossos caminhos rotineiros, e mesmo assim, nos sentimos satisfeitos em dar "uns trocados" para agradecer tamanho espetáculo circense.

Sejai plácido ante as decisões tomadas por aqueles que detem o poder, pois certamente eles irão mudar significativamente a vida dos seres que vivem sob os viadutos da selva de pedra.

Amai o próximo, com sua inércia sentimental, mesmo quando esse também mostra tamanha solicitude para não fazer nada a respeito de tal situação tão agradável que é aquela na qual aquele senhor, jogado nas calçadas da vida, está.

Participai,  cinica e emocionalmente, da busca tão esperançosa que aquela pequena coisa que revira o refugo de nossos lares, faz com tanto fervor, indicando, do décimo andar, qual recipiente será o mais apropriado para que encontre o que procura.

Mostrai como sois benevolente com aqueles que nada tem, com aqueles que realmente precisam de ajuda, mesmo em pensamento, já que não tendens a vontade e a coragem de viver que eles tem.

Isso, amai o próximo como a ti mesmo e não se esqueceis de quem sois e de quem eles são.

 

criado por Silvio Clayton    20:00:20 — Arquivado em: Imagens e pensamentos

23.11.09

São assim, sempre

São amores assim que deixam a infame saudade, sempre presente, atormentar-me a mente.

São sempre amores, assim, que me fazem devanear em minhas saudades doces e melancólicas.

São amores, assim, a causa do mal que me faz tão sentimentalmente funesto.

São amores, amores assim, que me trazem de volta as lágrimas, há tempos ressecadas pela dor da saudade e do tempo.

São sempre assim, amores assim, se fazendo presente nos meus momentos de solidão e devaneios, me torturando com suas lembranças malditamente doces.

São assim. Me trazem esse afã que só faz mal ao coração que tanto pede por abrigo.

São amores, sempre, a causa de nossas feridas, ainda abertas, que carregamos com tanto peso, ainda aumentado pela pérfida saudade.

Assim, são amores, sempre assim, travestindo-se de amigos, para quando menos esperarmos, nos apunhalar pelas costas.

Sempre assim, amores têm-nos nas mãos, e nos fazem parecer idiotas por acreditar nas suas lamúrias e acolhê-los em nosso peito.

Amores, sempre, sempre assim, ausentes quando mais precisamos deles e fazem questão de sair, inesperadamente ou, quando mais, insistem em permanecer por um longo tempo, quiçá por toda a vida, e se entendem por reivindicar um direito seu.

Assim, sempre, não sabem onde se metem, acabando por deixar cicatrizes dolorosas e difíceis de sarar, maculando nosso coração.

Amores, assim, nos fazem permanecer dependentes deles, necessitando-os para que nossos corações, mesmo feridos, possam viver…

Assim, amores, sempre. 

criado por Silvio Clayton    19:29:52 — Arquivado em: Imagens e pensamentos

20.11.09

Sou eu, não te lembras?

 


Se não sabes quem eu sou, acho devidamente obrigatório identificar-me.

Pois, bem, começemos:

Sou qualquer poesia, sou qualquer garrancho, sou  quarquer razão, sou mesmo a felicidade simples ou a soberba, sou os sete pecados capitais, sou tua musa inspiradora.

Sou todo o prazer, sou doce como o mel ou o teu gosto doce que sai de teu íntimo.

Sou teu momento de insanidade feliz ou infeliz, presente mesmo nos momentos mais teus.

Sou fiel a ti, mesmo quando tentas ser quem não és, esquecendo do que te ensinastes!

Sou eu quem te faz gritar ao mundo quem tu és e o que pensas, em teus momentos de fúria.

Sou eu quem faz com que chores à noite, na falta de teu amado, e ainda sim o ame, chamando por seu nome.

Se quando estás feliz, é em mim que buscas inspiração para soltar tua felicidade contida nas atitudes, às vezes pueris, te que fazem feliz.

Quando tiveres pronto para gerar o que carregará teu nome, verás em mim uma deusa que trará inspiração no teu ato de amor mais sublime.

Nos teus momentos de solidão em que conversas, em voz alta, consigo mesmo, pedes as respostas para mim, com uma paixão ardente e sincera.

Nas tuas brigas e quiprocós, é em mim onde pegas os espinhos mais venenosos que puderes, para que tuas palavras, ácidas, por vezes sarcásticas, se não ambas, vençam a perrenga de vocabulários da maneira que melhor te convém.

Quando estiveres à beira de um frenesi qualquer, mesmo no clímax do sexo, solicitas em mim, a fúria necessária!

Se ainda não te lembras de mim, sou obrigada a dizer meu nome, mesmo que seja tua obrigação sabê-lo quando o teu EU falar mais alto!

Meu nome, saibas, é LOUCURA!

E saibas, também, que sou CORAÇÃO, PAIXÃO E FÚRIA.

  

criado por Silvio Clayton    13:59:41 — Arquivado em: Imagens e pensamentos

10.11.09

Nós, nós no tempo

Sejamos todos nós, nós.

Sejamos todos os nós testemunhas das transformações to tempo.

Sejamos cinicamente inocentes e deixemos o destino falar por si só.

Sejamos nós a eterna prosopopéia de nossas vidas efêmeras.

Sejamos pálidos e trasmitamos nossa "não-cor".

Sejamos, também, aquilo que um dia sempre tivemos medo de ser.

Façamos da noite o dia e do dia a noite.

Invertamos o sentido da fluidez da ampulheta que conta nossos últimos momentos.

Soframos, doce e melancolicamente, por nossos amores passados que vivem o presente de nossas vidas.

Decidamos por ter o que não tivemos, quando a chance de ter passou por entre nossos dedos.

Voltemos nossa face interior para o exterior frio e colorido artificialmente.

Choremos as lágrimas de tristesa e felicidade contidas, há tempos, em nosso íntimo.

Sintamos a paz arrancada de nossos corações por motivos tão fúteis que acabaram nos atormentando, mesmo sem querer.

Brademos alto e em bom som, tudo que nos vier à mente, a qualquer momento, em qualquer lugar.

Deixemos nossos fantasmas para trás, a fim de fazê-los sentir a dor do esquecimento, fazendo com que partam logo de vez.

Façamos do peso de viver a maior leveza que temos!

Sejamos nós, nossos próprios carrascos, e não nossos medos e dúvidas.

Sejamos nós…

Nós que unirão nossa carne cortada pela lâmina do tempo.

Sejamos nós…

Nós…

 

 

 

 

criado por Silvio Clayton    21:51:12 — Arquivado em: Imagens e pensamentos

9.11.09

Brisas noturnas

 

Bela e breve é a noite de risos e risos no riso da satisfação e na satisfação do riso.

Toda a luz emanada do astro rei ainda brilha enquanto seu eterno amor intocável começa a resplandecer em sua plenitude. Ela traz paz e tranquilidade para aquelas almas que a procuram, enquanto seus pensamentos voam em nuvens disformes que saem de suas mentes.

Ela vem, vem, vem, do ventre da noite fria de solidões vagas e nostálgicas, apenas para fazer dos poetas, aquilo que os torna realmente poetas. Essa, a qual chamam Lua, emana raios de tranquilidade e solidão, perfeitamente no centro dos corações sonhadores e amantes, pois, tais elementos que vivem dentro de cada um de nós, nos trazem, às vezes com uma doce soberba, as nossas mais íntimas e sinceras ilusões.

Palvras são ditas em sua homenagem, banhadas a ouro, e com a inteção de intimá-la para que se torne o canto de nossas divas inspiradoras. Homens pedem-na em casamento, mesmo sem saber que ela será nossa eterna madrinha, uma amiga presente em nossas noites mais tranquilas, de sonhos suntuosos e doces, por vezes estando escondida.

Amores são criados e recriados à imagem idílica dos poemas antigos que trazemos dentro de nosso íntimo, desde nossa infância. É verdade dizer isso, pois, certamente há, no canto mais longícuo de nosso coração, a lembrança, boa, eterna, de nossos sonhos que ainda não vieram.

Ao adormecer, ela nos abençoa com sua mística existência, a qual já foi, também, relacionada com a morada dos demônios antigos. Mas qual tipo de demônios morariam lá?

Talvez aqueles que se refugiaram em tal lugar, mesmo sendo seres tão infames, descobririam que estariam sendo influenciadas por seu encanto, fazendo com que pudessem amar, também…

Uma devaneio um tanto interessante, digamos, pois dessa maneira poderíamos ter certeza que mesmo os mais maus poderiam sofrer por amor, banhados à luz da lua.

Certeza é saber que nas noites de alegria, sofrimento, solidão ou paz, ela estará, sempre acima de nós, nos abençoando e nos dando sonhos…sonhos…

Então que ela nos faça ver seu poder!

Brilha, Lua, brilha, nua e crua, brilha!

Traz paz para nós, nossos sonhos!

criado por Silvio Clayton    22:38:03 — Arquivado em: Imagens e pensamentos

8.11.09

Malvados

 

criado por Silvio Clayton    15:54:39 — Arquivado em: Imagens e pensamentos

7.11.09

A eloquência da dor

Estamos à beira de um colapso emocional, causado pela falta de algum fator, o qual ainda desconhecemos, essencial para a felicidade!

A dúvida tão frequente que normalmente causa uma confusão incomensurável em nossa mente, a mesma de tempos antigos, e cuja solução inefável não foi encontrada nem mesmo pelos sábios da antiguidade, ainda continua nos assombrando. Essa, cuja resposta ainda é desconhecida, se resume em uma só palavra: Amor.

Uma palvra simples, ao primeiro contato. Porém, acaba por se tornar inextirpável quando nos assola o coração.

Um tipo de maldição necessária que faz com que mesmo o mais sábio e forte dos mortais se torne fraco, impotente, se não dizer fâmulo, diante de seu poder. Essa força que nos abala os alicerces, que nos faz tão lânguido a ponto de esquecer o bom senso e que, mesmo sendo tão doloroso e por vezes mórbido, apresenta-se loquazmente em nosso discurso da vida.

Esquecemos de nós mesmos e nos tornamos seres solícitos em nossa impotência, cometendo atos tão estúpidos que são dignos de louros. Se for inexperiência de vida, a causa dessa enfermidade sentimental, é digno dizer que não somos, pois, nada mais que crianças dessoladas sem um colo para chorar.

Nosso suntuoso órgão que bombeia o fluido vital por todo o corpo, cuja importância não pode ser discutida, é, também, um tipo de parasita que nos consome cada vez mais quando nos sentimos impotentes, dessa forma.

Podemos dizer, então, que uma possível solução para esse sofrimento melancólico, meloso, nostálgico, até, que se torna tão presente(quando menos esperamos), seria arrancar de nossa cavidade torácica esse órgão feito de músculos e que parece ter vida própria. Fazer dele um estandarte e pendurá-lo num mastro ao sol, para que todos vissem que ele é a causa das nossas noites mal dormidas.

Em seu lugar, colocaria um outro feito de pedra, aço, diamante ou outro material ainda mais resistente que esses. Talvez assim, mesmo sendo tão duro com nós mesmos, esse sentimento funesto nunca mais apareceria em nossas vidas.

Talvez assim, essa maldição necessária seria mais suportável.

 

 

criado por Silvio Clayton    20:58:44 — Arquivado em: Comentários

4.11.09

Estamos com fome de amor

"Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

 


Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!

Arnaldo Jabour

criado por Silvio Clayton    19:06:28 — Arquivado em: Textos

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